Eu sou
Vanilla, atualmente uma jovem decidida, linda, sensual (e não tenho vergonha de
ser assim), me arriscaria a dizer que faço o tipo ninfeta, mas prefiro parecer
distraída para não ficar vulgar. Sempre consigo o que quero apenas fazendo um
charminho, usando do meu poder de persuasão vou ao limite das minhas ambições.
Posso dizer que sou uma mulher em parte realizada, pois o que eu mais almejo é
algo que infelizmente não alcançarei (talvez seja por isso que aparento ser
insensível às vezes)...
À primeira
vista quem me vê simplesmente chega a conclusão de que já nasci seja dona do
meu próprio destino e que não tenho preocupações a não ser com minha aparência e
a maneira como irei me “insinuar” para esta sociedade vil e hipócrita. Mas para
aqueles que tem esta concepção a meu respeito, afirmo que estão inteiramente
enganados.
No princípio
nem sempre fui assim convicta das coisas que quero, na verdade as pessoas me
olhavam como uma menina perfeita, dotada de inteligência, meiguice, timidez
(estas papagaiadas de menina virgem e ingênua), eu era marionete posta nas mãos
daqueles que traçavam meus caminhos sem ao menos saber minha real opinião.
Em casa, o
motivo de orgulho para meus pais (e para toda família de modo geral), na
vizinhança todos me tinham como a filha boazinha e inúmeras vezes cansei de
ouvir:
- Eu queria
que minha filha fosse assim como você!
Nossa! Quão
terrível a sensação de não poder ser eu mesma, simplesmente porque se fosse o
contrário de todo o estabelecido, seria de imediato criticada, apedrejada ou
crucificada talvez.
Na escola, os
professores elogiam a menina de óculos de fundo de garrafa (insegura e
atrapalhada), quanto que os colegas de sala não poupavam nem mediam esforços em
fazer chacotas e outras brincadeiras de mau gosto e inclusive colocar apelidos
nada amigáveis, com a exclusiva intenção de me magoar.
Eu realmente
não tinha muitos amigos, éramos sempre Anna e eu, e ela sempre me ajudou nos
momentos que mais precisei...
Vanilla, uma
menina sem vontade própria, alienada, “inanimada”, triste e solitária. Acredito
que a infância foi a pior época de minha vida, por mais que estivesse rodeada
de pessoas, permanecia sozinha.
Já na minha
adolescência comecei a ter um pouco mais de autonomia, muito embora ainda
permanecesse solitária e ainda sendo ridicularizada, com apenas um singelo
sorriso tinha no pensamento a certeza de que conseguiria ter o menino mais
bonito de toda cidade. A natureza fora generosa comigo, me dando beleza de
sobra, tanto para mexer com o juízo dos rapazes, quanto para matar de raiva e inveja
as outras meninas. Ainda com meus óculos fundo de garrafa, (agora eu menos
manipulada, mas ainda à sombra da família), fazia um tipo que todo gavião
adoraria pegar.
Aos poucos eu
começava a me libertar e começara também a descobrir meu bem maior, a
sexualidade. Inúmeras vezes eu chegava em casa atormentada, me trancava em meu
quarto e ficava horas e horas em frente ao espelho admirando meu corpo nu.
Este sem
dúvidas foi o início, e eu começara enfim, a me tornar Vanilla...
O.O
ResponderExcluircaramba!!!
eu vi a história toda na cabeça!!!
eu fico pensando...
como pode ser o futuro de alguem assim?
Nossa,em muitos momentos da minha vida já me senti assim,nunca abusei da minha sensualidade pra conseguir nada,mas isso de ser exemplo pra todo mundo,de esta sempre sendo paparicada pelos vizinhos,nossa isso é entediante,não estou dizendo que ñ gostava,era ótimo pra falar a verdade,quem ñ gosta de ser notada,eu gostava mesmo,mas quando resolvi ser eu mesma fui muito mais feliz,todos continuavam me admirando,não deixei de ser amada por isso.
ResponderExcluirPercebi que passar no vestibular ou ser a garota mais inteligente da rua,ñ era tão ruim assim.Estava sendo eu mesma ,e isso me bastava.