A Água; se estiver represada, arruma uma fresta para se libertar. Pode ser benéfica ou maléfica, depende do momento. Mesmo que esteja solidificada, sempre volta ao seu estado original. A Água cura mas também destrói. Interessante como este elemento é impetuoso e tranquilo, instável e rígido, misterioso e ao mesmo tempo claro. Por fim, a Água é tão simples de ser entendida que se torna complexa...Acredito que tenho um pouco desta Água em mim. (Wallace Santos)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ode a melancolia




Hoje à noite eu saí em busca da morte
E acabei por não descobrir
Se a minha chuva é doce
Ou as lágrimas que caem do céu se misturam ao meu pranto.
No caminho para casa, te invoquei como se fosse um feitiço
Inúmeras vezes e repetitivamente
Apenas sosseguei quando enfim você me ouviu.
Já perdi a conta de quantas vezes me perguntei:
Será que o que faço é errado, o fato de apaixonar me mataria?
Talvez devesse me matar e acabar logo com tudo!
Cretino é o amor, sentimento frio e calculista.
Como pode ele se ver no direito de brincar, manipular o coração dos mortais?
E diante da imensidão do mar eu pensava em suicídio.
Mas as águas extremamente geladas
revelavam que eu já me afogava em minha própria tristeza
Então ali, enquanto me amaldiçoava, pensei...
As lágrimas que derramo não caem do céu
Doravante o soluçar de meu desespero
ecoa na escuridão, que sequer se mostrou piedosa
Tampouco permitiu que se manifestasse um minúsculo ponto de luz.
Seria tão simples pudesse me abandonar em teus braços,
sentir teu cheiro numa nudez em pêlo e esquecer do resto do mundo.
Seríamos apenas você e eu...
Não me escondo mais de mim
Tomei o mar como meu confidente.
Uma vez que não posso te ter,
Fico imaginando todas as noites possíveis momentos de ternura.
Mal fazes idéia de quão imunda é esta hipócrita censura.
A muito já não sou mais meu,
Daqui de longe me vejo encarcerado na indiferença
que além de crua, não faz cerimônias enquanto devora,
degusta minha alma nua...
Hoje a noite, novamente em busca da morte eu saí...
Não capaz de concluir o que comecei
Se minha chuva é doce, ou as lágrimas que caem do
céu se misturam ao meu pranto, pouco me importa
Apenas me valeria se ao menos em único dia dessa maldita ou bendita vida,
olhasses para mim e me tomasse como seu.
Eu quebraria o encanto que arredia daí então feliz eu morreria.


(Wallace Santos)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Análise – Abordagem Romancista

O que na verdade seria o amor? Seguindo à risca os dizeres de um empoeirado dicionário, trata-se de amor uma forma de interação entre pessoas, seja por afinidade ou até formalidade social. Outros ainda diriam ser aquele laço de consangüinidade que porventura estabelece uma coesão entre determinados indivíduos. Pode ser entendido como forma de fidelidade, lealdade (não necessariamente se precisa ser fiel para se sentir amor, entretanto soa de bom tom que amor venha atrelado a este traço de conduta). O amor também inspira a junção carnal de dois opostos, (três, quatro ou mais de cinco, levando em consideração a modernidade dos tempos ele pode ser sentido em relação a diversas pessoas ao mesmo tempo. Apenas uma questão de conciliação). Amor pelos amigos, este sim é o mais interessante. Não há que se falar em sexo é apenas amor (diga-se de passagem, que para algumas pessoas a falta de sexo mesmo numa relação de amizade seria um tanto controvertida). Amor com certeza deve ser próprio antes de ir ao encontro a qualquer outro indivíduo, afinal como alguém pode inspirar amor em outro alguém sem que antes esteja apaixonado por si mesmo. É um sentimento nobre, repleto de virtudes, afetuoso, benevolente, caloroso e antes de qualquer outro sentimento, deve partir de dentro para fora. Mais inexplicável e sem sombra de dúvida o mais perfeito em todos os aspectos, é o amor Divino. Não há como explicar o amor infinito que UM sente por uma humanidade, independente de raça, conceitos, índoles, credos e opções Ele somente ama... Embora seja um substantivo masculino, o amor é mais frágil e feminino que uma linda camponesa. Menina alva de cabelos longos, que entoa uma singela melodia, enquanto arresta pela estrada um pesado machado de fio agudo em busca das madeiras certas que arderão numa lareira aquecendo o frio. Porém o amor é mais melodioso que a canção da jovem e muito mais forte que corte do machado que a camponesa leva consigo. Por metonímia o ato sexual resume o “amor”, mas não acaba por aí. Sabe aqueles olhos mareados que você vê logo após o sexo e fica juntinho imaginando o que o outro está pensando, se está fazendo planos, ou simplesmente admirando aquele momento? Isso também se enquadra como uma definição de amor. Geralmente a rosa tem o poder de fascinar o beijo-flor, no entanto cabe ao beija-flor decidir se lhe é mais conveniente se apaixonar pela flor ou por seu espinho. Ele sabe que se escolher o espinho terá de enfrentar desafios, lutar contra sua natureza e contrariar todos os princípios (daí se diz que o amor é cego). Todavia o pássaro sofreria função de não poder estar junto daquele que neste momento é sua essência de vida. Mas o fato de não estarem “juntos” é entendido como amor, às vezes é necessário abdicar da sua vida em benefício de outros (pelo menos temporariamente). Contudo, o que se pode afirmar entre outras muitas definições, é que o amor tem várias formas e rostos, posições, sensações e prazeres, alegrias, sofrimentos e denominações distintas, basta sabermos senti-lo, retribuí-lo e por mais doloroso que ele seja, se conclui que, basta acreditar e o amor sempre será possível. 
Amorosamente, 


 (Wallace Santos)

sábado, 8 de novembro de 2008

Análise

Persuasão. De acordo com a definição do dicionário Houaiss trata-se de um substantivo feminino, sendo definido como ato ou efeito de persuadir (-se); certeza fortemente estabelecida, convicção. Já o dicionário Michaelis atribui uma característica a mais, método de exercer ação repressiva, por exemplo, pela ostentação de argumentos perante a outra parte. Tendo visto os significados da palavra, passemos para uma vertente oposta. Ludibriar. Ainda com respaldo nas mesmas fontes de pesquisa, ludibriar é um verbo, tratar com ludíbrio (transitivo direto e pronominal). Fazer acreditar em algo que não é verdadeiro; enganar com palavras capciosas; usar de dissimulação, fazer troça de escarnecer, zombar. Observando estas vertentes completamente distintas, há um ponto chave que as contrabalanceia, o Caráter. À luz da explanação do Houaiss, a palavra Caráter é: • substantivo masculino 1. Sinal (letra, número, sinal de pontuação etc.) ou figura us. na escrita Obs.: cf. caractere 2. Rubrica: artes gráficas. Forma gráfica de cada um dos símbolos ou sinais utilizados na escrita 3. Derivação: por metonímia. Rubrica: artes gráficas. m.q. tipo ('bloco', 'letra') 4. Rubrica: biologia. Aspecto morfológico ou fisiológico utilizado para distinguir indivíduos em uma espécie ou espécies entre si 5. Derivação: por extensão de sentido. Traço distintivo de uma pessoa ou coisa 6. (sXVII) qualidade peculiar; especificidade, cunho Ex.: peça musical de c. impressionista 7. (sXVII) conjunto de traços psicológicos e/ou morais (positivos ou negativos) que caracteriza um indivíduo ou um grupo Ex.: eram pessoas de c. agressivo 8. Derivação: por extensão de sentido. Feitio moral Ex.: homem de c. nobre 9. Derivação: por extensão de sentido. Qualidade inerente a um indivíduo, desde o nascimento; temperamento, índole Ex.: de c. doentio, achava que todos o perseguiam 10. Derivação: por extensão de sentido. Firmeza moral, coerência nos atos; honestidade Ex.: político de c. 11. Rubrica: filosofia. Segundo Heráclito de Éfeso (sVI-V a.C.), o conjunto definido de traços comportamentais e afetivos de um indivíduo, persistentes o bastante para determinar o seu destino 12. Rubrica: enologia. Qualidade atribuída a vinho considerado original, diferente de outros de sua região 13. Rubrica: religião. Sinal espiritual, indelével, impresso na alma pelos sacramentos do batismo, crisma e ordem Tendo em vista estas abordagens sócio – psicológicas, proponho uma reflexão a respeito do assunto. Pareceu-me um tanto irônica a expressão persuasão como forma de justificava para esgueirar-se do assunto, mediante o certo diálogo. Mais espantoso foi o motivo pelo qual tentaste me ludibriar, quando na verdade estavas apenas julgando meu caráter. Interessante, confesso que a sensação que tive naquele “joguinho” foi que estava servindo de cobaia para um teste psíquico, pois a avaliação de caráter de forma alguma viria ao caso. O caráter de uma pessoa simplesmente não se mede da maneira a qual minha índole foi medida. Tenho plena convicção de meus atos e estou certo de que não sou uma pessoa vil, nunca em hipótese alguma usaria de um artifício tão maledicente com o simples ânimo de testar um individuo ou até mesmo saber a que ponto uma pessoa é boa ou má. Sempre fiz de um tudo para estabelecer meus contatos sociais do jeito mais sincero possível e talvez seja por isso que me deixo “enganar” pela boa-fé do ser humano. Peço desculpas se utilizei termos um tanto quanto ríspidos para expor um fragmento de meus pensamentos, em determinadas ocasiões preciso ser enérgico para me fazer entender. Gostaria que, contudo, fizesse uma avaliação profunda em tudo que foi dito e após o feito tirasse uma conclusão básica a respeito do que fora exposto. Desde já sou extremamente grato pela a avaliação a qual fui submetido. Em tempo, não encare minha abordagem como uma crítica negativa, afinal estas vertentes porventura abrem precedentes para ambos. E por fim, deixo um questionamento: Quem persuadiu, ludibriou ou mediu o caráter de quem? Cordialmente,


(Wallace Santos)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Saudades

Saudades de um tempo que eu nunca vivi 
É como se minh’alma vivesse no passado 
Mesmo sem saber olho para trás e imagino o quanto poderia ter sido feliz 
Daí eu não te conheceria e tampouco sofreria amargamente 
Parece até há uma gota de fel em minha boca 
É terrível sofrer por conta de algo que não se conhece 
Mas com certeza é pior sofrer por aquilo que nunca será seu 
Meu tempo não é este 
Vim parar aqui por acaso, ou quem sabe por uma piada do destino 
E se foi uma piada, certamente estão rindo as minhas custas 
Pessoas do passado já me disseram que não valeria a pena eu viver por ali 
Mas será? Acredito que muitas coisas seriam diferentes 
E mesmo que sofresse teria plena convicção de que nunca iríamos nos encontrar 
Você não sabe o quão sofrido é acordar 
e quase a todo o momento repudiar meu reflexo num espelho gélido, quebrado e sem coração 
Até mesmo ele faz zombarias, sua condição fria notavelmente é melhor que a minha 
Ah! Se eu pudesse transcender a tempos de outrora 
Eu seria triste, mas feliz por não ter um dia te conhecido... 
Sentiria apenas saudades. 


(Wallace Santos)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Trunfo de Espadas

Esfaqueai meu corpo, mas não impeça que com minhas asas eu levante vôo.
Quero ser dono de meu próprio destino.
Esfaqueai minha alma, mas deixe ao menos um pouco de luz em meus olhos.
Não gostaria de sentir meu espírito perecer sem que houvesse um ponto luz para me guiar na escuridão Esfaqueai meus pulsos, mas não permita que eu morra.
Queria pelo menos por uma única vez tomar minhas decisões.
Com meu sangue regarei as rosas no jardim...
Nem mesmo a morte poderia lhe deter.
Sei que seu objetivo esta se cumprindo
Mas ainda sim, reúno forças para sobreviver
E apesar dos esforços, sei que a derrota é iminente.
Para sempre atormentarei seus pensamentos com um canto obscuro de baixa freqüência,
O seu castigo por me fazer sofrer.
E não finja que com seu florete serás capaz de vencer minha maldição, pois serei mais forte
Agora sei que a verdade lhe incomoda, portanto não perca tempo dê o último golpe
Esfaqueai minha vontade e lance ao vento sua sorte...
Sangue em meu peito, maldito trunfo de espadas.

(Wallace Santos)

sábado, 13 de setembro de 2008

A Dançarina

"Um dia, veio à corte do Príncipe de Birkasha, uma dançarina e seus músicos. ...E ela foi aceita na corte...e ela dançou a música da flauta, da cítara e do alaúde. Ela dançou a dança das chamas e do fogo, a dança das espadas e das lanças; e ela dançou a dança das flores ao vento.Ao terminar, virou-se para o príncipe e fez uma reverência. Ele então, pediu-lhe que viesse mais perto e perguntou-lhe: 'Linda mulher, filha da graça e do encantamento, de onde vem tua arte e como é que comandas todos os elementos em seus ritmos e versos?A dançarina aproximou-se, e curvando-se diante do príncipe disse: Majestade, respostas eu não tenho às vossas perguntas. Somente isso eu sei: a alma do filósofo vive em sua cabeça, a alma do poeta vive em seu coração, a alma do cantor vive em sua garganta, mas a alma da dançarina habita em todo o seu corpo.” Extraído do livro "O Viajante" de Khalil GibranTradução: C.Offner

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Poemas

Eu já pensei e refleti diversas vezes a respeito da natureza dos poemas. Em minha concepção são formas explosivas de expressões que não se podem medir, são o efeito que tais palavras são capazes de causar em um indivíduo. Atualmente posso afirmar que sou um iniciante na arte da poesia, tenho rascunhado versos que exprimem um pouco da minha essência, a "dor da alma" por assim dizer. Engraçado falar de dor, afinal não se trata da sensação de desconforto, ou como definiria um dicionário: “sensação desagradável produzida pela excitação de terminações nervosas sensíveis aos estímulos dolorosos e classificada de acordo com o seu lugar, tipo, intensidade, periodicidade, difusão e caráter”. Na verdade esta dor não necessariamente refere-se ao sofrimento, nela estão englobados inúmeros sentimentos que só mesmo quem sente é capaz de compreender. Acredito que todos os artistas independentemente de suas atividades (músicos, atores, poetas, pintores e etc.) sentem algo parecido com este “voraz sofrimento”, principalmente quando estão criando. Certamente trata-se de um momento de êxtase, transe ou coisa do tipo, que apenas tem sua intensidade reduzida ao ver enfim a obra terminada. Em suma, a dor é metafórica. Imagino que a primeira vista minha definição do conceito abordado, me retrate como sendo uma pessoa infeliz, melancólica extremamente depressiva e solitária (talvez seja um pouco melancólico, mas não de forma anormal. Tudo a sua medida), no entanto, gosto muito de coisas que elevem o estado de espírito, sorrir, estar com amigos entre outras coisas. Classifico meu lado “sombrio” como sendo uma versatilidade, que permite uma reflexão “egoísta”. Com certeza muitas pessoas já se pegaram ouvido uma música (um hit do momento, ou até mesmo canções não que se encaixam no mercado de venda), se encantaram primeiramente com a melodia e somente após um tempo pararam para analisar de sua letra. Músicas também são poesias, porém são acompanhados de melodia. Fazendo uma análise a respeito da seguinte música:


Eu Que Não Sei Quase Nada Do Mar 


Garimpeira da beleza 
Te achei na beira de você me achar 
Me agarra na cintura, me segura e jura que não vai soltar 
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer. 
Navegando nos meios seios, mar partindo ao meio. 
Não vou esquecer Eu que não sei quase nada do mar 
Descobri que não sei nada de mim 
Clara, noite rara, nos levando alémda arrebentação 
Já não tenho medo de saber quem somosna escuridão 
Me agarrei nos seus cabelos 
Sua boca quente pra não me afogar 
Tua língua correnteza lambe minhas pernas 
Como faz o mar 
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer 
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio 
Não vou esquecer 
Eu que não sei quase nada do mar 
Descobri que não sei nada de mim (Ana Carolina) 

Pode ser observado em cada verso um delírio que nos faz viajar e sentir como se realmente estivéssemos em uma maré, dançando com as ondas. Além do mais, nota-se um romance acontecendo em meio ao constante vai e vem do mar, envolvido de mistérios assim como a personagem da canção (afirmo que na música há uma personagem, pois é evidente o relato de amor e conflito consigo mesma). Se pararmos pra pensar, grande parte do cotidiano é envolto a poemas, basta sabermos prestar atenção nos pequenos detalhes. A natureza, a vida, até mesmo a “ausência de vida” são belíssimas poesias, visto que o Autor dessas obras é Perfeito.

Por: Wallace Santos

sábado, 26 de abril de 2008

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade Biografia Nasceu em Minas Gerais, em uma cidade cuja memória viria a permear parte de sua obra. Posteriormente, foi estudar em Belo Horizonte e Nova Friburgo. Formado em farmácia, com Emílio Moura e outros companheiros, fundou "A Revista", para divulgar o modernismo no Brasil. Durante a maior parte da vida foi funcionário público, embora tenha começado a escrever cedo e prosseguido até seu falecimento, que se deu em 1987 no Rio de Janeiro, doze dias após a morte de sua única filha, a escritora Maria Julieta Drummond de Andrade. Além de poesia, produziu livros infantis, contos e crônicas. [editar] Drummond e o Modernismo brasileiro Drummond, como os modernistas, proclama a liberdade das palavras, uma libertação do idioma que autoriza modelação poética à margem das convenções usuais. Segue a libertação proposta por Mário de Andrade; com a instituição do verso livre, acentua-se a libertação do ritmo, mostrando que este não depende de um metro fixo (impulso rítmico). Se dividirmos o Modernismo numa corrente mais lírica e subjetiva e outra mais objetiva e concreta, Drummond faria parte da primeira, ao lado do próprio Mário de Andrade. A poesia de Drummond Estátuas Dois poetas. Em pé, Carlos Drummond de Andrade. Sentado, Mário Quintana. Drummond tinha um livro de bronze nas mãos, que foi roubado. As pessoas agora colocam sempre um livro nas mãos do poeta. Na foto, o livro que está com ele é "Diário de um Ladrão", do Jean Genet. Quando se diz que Drummond foi o primeiro grande poeta a se afirmar depois das estréias modernistas, não se está querendo dizer que Drummond seja um modernista. De fato herda a liberdade lingüística, o verso livre, o metro livre, as temáticas cotidianas. Mas vai além. "A obra de Drummond alcança — como Fernando Pessoa ou Jorge de Lima, Herberto Helder ou Murilo Mendes — um coeficiente de solidão, que o desprende do próprio solo da História, levando o leitor a uma atitude livre de referências, ou de marcas ideológicas, ou prospectivas", afirma Alfredo Bosi (1994). Affonso Romano de Sant'ana costuma estabelecer que a poesia de Carlos Drummond a partir da dialética “eu x mundo”, desdobrando-se em três atitudes: Eu maior que o mundo — marcada pela poesia irônica Eu menor que o mundo — marcada pela poesia social Eu igual ao mundo — abrange a poesia metafísica Sobre a poesia política, algo incipiente até então, deve-se notar o contexto em que Drummond escreve. A civilização que se forma a partir da Guerra Fria está fortemente amarrada ao neocapitalismo, à tecnocracia, às ditaduras de toda sorte, e ressoou dura e secamente no eu artístico do último Drummond, que volta, com freqüência, à aridez desenganada dos primeiros versos: A poesia é incomunicável / Fique quieto no seu canto. / Não ame. No final da década de 1980, o erotismo ganha espaço na sua poesia até seu último livro. Temas típicos da poesia de Drummond O Indivíduo: "um eu todo retorcido". o indivíduo na poesia de Drummond é complicado, torturado, estilhaçado. A Terra Natal: a relação com o lugar de origem, que o indivíduo abandona. A Família: O indivíduo interroga, sem alegria e sem sentimentalismo, a estranha realidade familiar, a família que existe nele próprio. Os Amigos: "cantar de amigos", (título que parafraseia com as Cantigas de Amigo). Homenagens a figuras que o poeta admira, próximas ou distantes, de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, de Machado de Assis a Charles Chaplin. O Choque Social. O espaço social onde se expressa o indivíduo e as suas limitações face aos outros. O Amor: Nada romântico ou sentimental, o amor em Drummond é uma amarga forma de conhecimento dos outros e de si próprio A Poesia. O fazer poético aparece como reflexão ao longo da sua poesia. Exercícios lúdicos, ou poemas-piada. Jogos com palavras, por vezes de aparente inocência naïf. A Existência: a questão de estar-no-mundo... Influências Os personagens de Desenho animado como Popeye,Gato Felix,Mickey Mouse e Krazy Kat só apareceram em seu livro O Tico Tico da década de 1930. Obra literária Poesia O Gato Félix teve uma sósia no livro O Tico Tico. Alguma Poesia (1930) Brejo das Almas (1934) Sentimento do Mundo (1940) José (1942) A Rosa do Povo (1945) Claro Enigma (1951) Fazendeiro do ar (1954) Quadrilha (1954) Viola de Bolso (1955) Lição de Coisas (1964) Boitempo (1968) A falta que ama (1968) Nudez (1968) As Impurezas do Branco (1973) Menino Antigo (Boitempo II) (1973) A Visita (1977) Discurso de Primavera (1977) Algumas Sombras (1977) O marginal clorindo gato (1978) Esquecer para Lembrar (Boitempo III) (1979) A Paixão Medida (1980) Caso do Vestido (1983) Corpo (1984) Amar se aprende amando (1985) Poesia Errante (1988) O Amor Natural (1992) Farewell (1996) Os ombros suportam o mundo Futebol a arte (1970) Antologia poética 50 poemas escolhidos pelo autor (1956) Antologia Poética (1962) Antologia Poética (1965) Seleta em Prosa e Verso (1971) Amor, Amores (1975) Carmina drummondiana (1982) Boitempo I e Boitempo II (1987) A última pedra no meu caminho ( 1950) Minha morte(1987) Infantis O Elefante (1983) História de dois amores (1985) O pintinho (1988) Prosa Confissões de Minas (1944) Contos de Aprendiz (1951) Passeios na Ilha (1952) Fala, amendoeira (1957) A bolsa & a vida (1962) Cadeira de balanço (1966) Caminhos de João Brandão (1970) O poder ultrajovem e mais 79 textos em prosa e verso (1972) De notícias & não-notícias faz-se a crônica (1974) Os dias lindos (1977) 70 historinhas (1978) Contos plausíveis (1981) Boca de luar (1984) O observador no escritório (1985) Tempo vida poesia (1986) Moça deitada na grama (1987) O avesso das coisas (1988) Auto-retrato e outras crônicas (1989) As histórias das muralhas (1989) Fonte de Pesquisa: Wikipédia

Poemas

Poema é uma obra literária apresentada geralmente em verso (ainda que possa existir prosa poética, assim designada pelo uso de temas ...pt.wikipedia.org/wiki/Poemas