Vanilla - I
Por acaso você já se pegou
pensando em um aroma,
Paladar que lhe inspirasse a
sensação de liberdade,
Estimulasse sua sensualidade, aguçasse
seus sentidos
E ao mesmo tempo fizesse com que
o mundo parasse
Só para admirar tal acontecimento?
Já parou para pensar que a
química simples de uma orquídea teria o poder meio místico de fazer essa
incrível transformação.
Deixe-se levar, materializando
outro universo ao seu redor,
Onde haja água, vento e fogo.
Um universo místico que lhe faça
esquecer todas as preocupações deste cotidiano.
Neste lugar você viverá a emoção
de estar em pleno contato com seu ego,
Desfrutará da inocente falta de
pudor.
Esta experiência deixará seus
olhos vivos, ativando uma beleza rara...
Talvez o que era necessário
antes, agora já não tem importância.
Agora você vive em função de seus
instintos mais selvagens,
Mas ainda sim sem perder a leveza
da flor que sempre esteve ali, para lhe proporcionar este momento.
Inocência e malicia andam juntas,
já não existe timidez.
Aquele medo de se expressar
também não existe mais.
Voltando ao mundo real...
Quase todos tem por você plena
admiração,
Quem te ama se encanta contigo,
E quem te odeia sente pena de si
mesmo por não ser livre.
Iniciante mas com sabedoria
anciã,
Ativa seus feitiços e reverta sua
alma em toda bondade que possa sentir.
Pra você não existem mais
barreiras, dominante das próprias ações.
Sem lembrar-se de um passado
infeliz,
Ergue a cabeça e tem a certeza
que de agora em diante,
Ninguém resistirá ao encanto da
Vanilla.
(Wallace Santos)
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