A Água; se estiver represada, arruma uma fresta para se libertar. Pode ser benéfica ou maléfica, depende do momento. Mesmo que esteja solidificada, sempre volta ao seu estado original. A Água cura mas também destrói. Interessante como este elemento é impetuoso e tranquilo, instável e rígido, misterioso e ao mesmo tempo claro. Por fim, a Água é tão simples de ser entendida que se torna complexa...Acredito que tenho um pouco desta Água em mim. (Wallace Santos)

sábado, 9 de janeiro de 2010

Atormentada - As sensações que a menina sentia



Às vezes os sabores mais amargos do mundo, me dão forças para encarar o fel da minha vida...

           
            É esta a filosofia que atualmente aplico no meu dia a dia, foi assim desde que comecei a me descobrir, pois aquela menina tola aos poucos começara a ficar para trás dando espaço a uma versão melhorada e sem “complexos”.
            Eu me sentia passando por uma metamorfose, a fase de lagarta estava quase no fim, chegava a hora de um breve estágio de casulo para que no fim vigorasse apenas a figura imponente da borboleta.
            Os dias passavam e cada vez mais eu continuava a investigar meu corpo, descobrindo novas sensações, ainda éramos Anna e eu, e ela quem me ensinava coisas a respeito da vida e seus prazeres. Aos poucos fui deixando de lado os óculos fundo de garrafa, preferi deixar o rosto ainda mais a mostra.
            Minhas idas e vindas tanto de casa para o colégio, quanto para quaisquer outros lugares estavam se tornando mais interessantes. Não havia lugar por onde passasse que não fosse notada, mas de fato no colégio (onde ficava a maior parte do tempo), as coisas fluíam ainda mais...
            Nos tempos da 8ª série, nas aulas de educação física eu sempre ficava acuada, sentada na arquibancada enfurnada nos livros, enquanto via de longe os alunos e alunas mais descolados interagindo entre si. Para mim era atemorizante pensar em estar no meio daqueles ícones de popularidade, das muitas vezes que fui requisitada a “participar” dos círculos sociais era quando servia de escrava apanhando as toalhas e água para os demais.
Não passava de uma mera ajudante, mas isso contribuiu para que eu conseguisse aflorar e somente ser de fato notada no momento certo. Mesmo à distância, arrumava uma maneira de atrair alguns olhares, pois às vezes, enquanto estudava sentada na arquibancada (usando uma saia que parecia ter sido de uma tia avó solteirona e recalcada), cruzava as pernas e olhava por cima dos óculos só para ver se tinha alguém olhando, e o legal que sempre tinha um gostosinho espiando para mim.
Mas não somente nas aulas de educação física que eu “aprontava”, estava constantemente fazendo leves insinuações, sem perder obviamente, o título de boa moça. Tudo que fazia era com certo receio, ficava com remorso em determinados momentos, e muitas vezes chegava a me castigar por isso.
Acho que o período de transição entre a infância e a adolescência foi o mais conturbado, os conflitos de personalidade, crises existenciais, tudo somava para um colapso iminente (que por sorte não ocorreu).

Meus hormônios estavam mesmo à flor da pele, eu ficava mesmo excitada apenas com um leve golpe de vento no pescoço, é como diz o ditado: “cabeça vazia, oficina do diabo”. E muito embora estivesse com a cabeça repleta de coisas a pensar, mesmo assim, meus tormentos vinham com toda a força. As garotas da minha idade tinham no máximo alguns arrepios de certos desejos, nada que não fosse indomável quanto o calor que eu sentia, tanto que parecia que um vulcão em mim estava prestes a explodir, isso literalmente falando.
Anna me explicou que algumas meninas tem desejos ocultos e que por isso eu ficava tão desnorteada às vezes, mas que não era para me preocupar com isso e sim me render aos meus caprichos, pois não havia mal em ceder às vontades da carne, uma vez que o ser humano vive para saciar-se de prazeres.
De tanto ouvir aos conselhos de Anna, acabei certa vez seguindo meus instintos. Eu aproveitei que estava sozinha em casa, meus pais trabalhavam, eu chegara da aula e o dia parecia não terminar, de repente bate aquela vontade, pareço não ter domínio sobre minhas ações, o suor descia gota a gota no rosto, enquanto que os olhos permaneciam paralisados, o corpo todo arrepiou, não como num susto ou sensação de medo, tratava-se de um arrepio diferente de todos que já havia sentido. As batidas do coração tornavam-se cada vez mais rápidas, pensei inclusive que fosse morrer, a garganta estava seca e respiração bastante ofegante.
Algo surpreendente e inusitado, estranho e magnífico, nojento e extremamente natural, fora a primeira vez que me masturbara...

4 comentários:

  1. Nossa essa menina sem duvida nenhuma ñ tinha mais nada pra fazer...
    História muito interessante, muitas jovens hoje em dia passam por essa fase de desejos e sensações ensaiáveis.
    A exclusão tem como conseqüência essas reações .
    Continua ai meu caro,quero ver o desfecho desse hisrtória

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  2. Que nerd pervertida! rsrs
    E a Anna também não presta...

    Zuando... De fato toda vontade, desejo ou necessidade deve ser concluída, saciada ou suprida...

    Só não consigo imaginar uma amiga minha passando isso pro papel.. Ia me chocar, eu acho!

    Medo de agendas!

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  3. O.O
    Q pervertida!!!
    kkkkkkkkkkk
    eu falei pra vc não andar com essa Anna,
    ela não é boa companhia!!!
    huashuashuas

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  4. Ah Rafael! Vc acha esta situação "engraçada"!? Nem sabe o que ainda está por vir!

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