Isso eu lhes asseguro meus
queridos. Pois quem um dia olhou no fundo dos meus olhos, nunca mais foi o
mesmo.
Depois de ter
vencido as barreiras da minha intimidade, já me sentia ainda mais diferente,
embora tivesse curiosidades que ansiavam por esclarecimentos, agora eu passara
a me observar de modo menos crítico, estava mais aberta a novas sensações, me
sentia livre e pronta para começar a viver.
Instantes após
ter atingindo o ápice do até então, saciado desejo de prazer, fui para o
banheiro e lá permaneci por horas sob o chuveiro, sentido a água cair em meu
corpo, eu ainda estava em estado de nirvana e a água parecia cair em slow motion. Tentava aos poucos
assimilar toda aquela informação que me veio de repente, atropelando aquela criatura
que há pouco era a mais ingênua de todas as meninas.
Terminado o
banho caminhei nua pela casa vazia, seguindo em direção ao meu quarto, abri meu
guarda-roupa e tudo que vi foram roupas apáticas sem vida alguma, e mediante a
este meu novo momento aquelas roupas não combinariam com a fêmea que surgia.
Algumas peças
eu pude aproveitar, fazendo alguns ajustes aqui e acolá. Em minha máquina de
costura, fiz modificações nas peças que pudessem ser aproveitadas.
Não muito
tempo depois meus pais chagaram em casa, cada qual de seu trabalho e se
depararam com uma filha que eles não sabiam que tinham. Com roupas notoriamente
alteradas e usando da mãe, uma maquiagem meio borrada (coisa que nunca tinha
usado).
A princípio
meus pais não entenderam nada daquilo, se era uma revolta ou uma tentava
frustrada de mudança. Chamei atenção nem tanto pelas roupas, pois sabia mesmo
costurar e por isso havia feito bons modelos, mas a maquiagem que foi a razão
da estranheza, pois eu nunca tinha me maquiado e por isso não sabia usar as
combinações adequadas.
Daí minha mãe
sorriu, me tomou pela mão e disse a meu pai que nos deixasse a sós para que
tivéssemos uma conversa de mulheres. Minha mãe e eu conversamos durante horas,
e ela sentiu a minha necessidade de mudar a aparência, eu estava me tornando
uma mulher e não queria continuar a usar aquelas roupas bregas e “fora de
época”. Não fazia sentido, uma jovem usando peças dignas de uma velha caduca
(foi o que disse a minha mãe, ainda bem que ela concordou).
Minha mãe, uma
mulher bem alinhada também nunca entendeu a razão de eu “gostar” daquele estilo
meu. Na verdade eu nunca gostei, mas minha tia avó era quem fazia questão em me
vestir, trazendo consigo para que eu usasse, os trapos que ficariam muito
melhor nela(minha tia avó é altamente conservadora, com hábitos rigorosos e sua voz tem forte poder sobre toda nossa
família e também naquela sociedade, visto que ela possui influências que são
bastante consideráveis), e para não contrariá-la nunca me opus a situação, por
medo talvez. Minha mãe confessou não ter tido pulso para evitar a situação,
pois acontecera a mesma coisa com ela em sua juventude...
No dia
seguinte saímos às compras, rodamos todas as lojas da cidade e renovamos todo o
meu guarda-roupa, eu nem tinha ido para escola, aproveitando a folga que minha
mãe teve do trabalho, tiramos o dia todo para fazer “coisas de menina”.
Enquanto
trocava de manequim inúmeras vezes eu pensava:
- Este é o dia
mais feliz da minha vida...

kkkkkkkkkkkkkkkkkk
ResponderExcluircoitados dos pais dela
melhor dizendo do pai
não deve ter entendido nada
(duvido q a mãe tenha entendido absolutamente tudo)
eu fico imaginando o que os colegas devem ter pensado...
aquela menina com roupas de velha
aparece com decote...
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
garanto q muita gente se espantou