Persuasão. De acordo com a definição do dicionário Houaiss trata-se de um substantivo feminino, sendo definido como ato ou efeito de persuadir (-se); certeza fortemente estabelecida, convicção. Já o dicionário Michaelis atribui uma característica a mais, método de exercer ação repressiva, por exemplo, pela ostentação de argumentos perante a outra parte. Tendo visto os significados da palavra, passemos para uma vertente oposta.
Ludibriar. Ainda com respaldo nas mesmas fontes de pesquisa, ludibriar é um verbo, tratar com ludíbrio (transitivo direto e pronominal). Fazer acreditar em algo que não é verdadeiro; enganar com palavras capciosas; usar de dissimulação, fazer troça de escarnecer, zombar. Observando estas vertentes completamente distintas, há um ponto chave que as contrabalanceia, o Caráter.
À luz da explanação do Houaiss, a palavra Caráter é:
• substantivo masculino
1. Sinal (letra, número, sinal de pontuação etc.) ou figura us. na escrita Obs.: cf. caractere
2. Rubrica: artes gráficas. Forma gráfica de cada um dos símbolos ou sinais utilizados na escrita
3. Derivação: por metonímia. Rubrica: artes gráficas. m.q. tipo ('bloco', 'letra')
4. Rubrica: biologia. Aspecto morfológico ou fisiológico utilizado para distinguir indivíduos em uma espécie ou espécies entre si
5. Derivação: por extensão de sentido. Traço distintivo de uma pessoa ou coisa
6. (sXVII) qualidade peculiar; especificidade, cunho Ex.: peça musical de c. impressionista
7. (sXVII) conjunto de traços psicológicos e/ou morais (positivos ou negativos) que caracteriza um indivíduo ou um grupo Ex.: eram pessoas de c. agressivo
8. Derivação: por extensão de sentido. Feitio moral Ex.: homem de c. nobre
9. Derivação: por extensão de sentido. Qualidade inerente a um indivíduo, desde o nascimento; temperamento, índole Ex.: de c. doentio, achava que todos o perseguiam
10. Derivação: por extensão de sentido. Firmeza moral, coerência nos atos; honestidade Ex.: político de c.
11. Rubrica: filosofia. Segundo Heráclito de Éfeso (sVI-V a.C.), o conjunto definido de traços comportamentais e afetivos de um indivíduo, persistentes o bastante para determinar o seu destino
12. Rubrica: enologia. Qualidade atribuída a vinho considerado original, diferente de outros de sua região
13. Rubrica: religião. Sinal espiritual, indelével, impresso na alma pelos sacramentos do batismo, crisma e ordem
Tendo em vista estas abordagens sócio – psicológicas, proponho uma reflexão a respeito do assunto. Pareceu-me um tanto irônica a expressão persuasão como forma de justificava para esgueirar-se do assunto, mediante o certo diálogo.
Mais espantoso foi o motivo pelo qual tentaste me ludibriar, quando na verdade estavas apenas julgando meu caráter. Interessante, confesso que a sensação que tive naquele “joguinho” foi que estava servindo de cobaia para um teste psíquico, pois a avaliação de caráter de forma alguma viria ao caso.
O caráter de uma pessoa simplesmente não se mede da maneira a qual minha índole foi medida. Tenho plena convicção de meus atos e estou certo de que não sou uma pessoa vil, nunca em hipótese alguma usaria de um artifício tão maledicente com o simples ânimo de testar um individuo ou até mesmo saber a que ponto uma pessoa é boa ou má.
Sempre fiz de um tudo para estabelecer meus contatos sociais do jeito mais sincero possível e talvez seja por isso que me deixo “enganar” pela boa-fé do ser humano.
Peço desculpas se utilizei termos um tanto quanto ríspidos para expor um fragmento de meus pensamentos, em determinadas ocasiões preciso ser enérgico para me fazer entender.
Gostaria que, contudo, fizesse uma avaliação profunda em tudo que foi dito e após o feito tirasse uma conclusão básica a respeito do que fora exposto. Desde já sou extremamente grato pela a avaliação a qual fui submetido. Em tempo, não encare minha abordagem como uma crítica negativa, afinal estas vertentes porventura abrem precedentes para ambos. E por fim, deixo um questionamento: Quem persuadiu, ludibriou ou mediu o caráter de quem?
Cordialmente,
(Wallace Santos)
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